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PÁSSAROS

Características gerais:

Embora considerados animais protegidos por legislações específicas de preservação ambiental, inúmeras espécies de pássaros como pardais, pombas e andorinhas adaptaram-se perfeitamente ao ambiente urbano, adquirindo “status” de praga. Suas fezes podem desgastar estruturas prediais como monumentos históricos, caracterizar sujidades em embalagens e sacarias de produtos industrializados e possuem potencial de transmissão de doenças.

Seu controle deve ser feito através da instalação de barreiras físicas para evitar que entrem nos ambientes e utilizem este lugar para se abrigar, alimentar ou reproduzir.

• POMBAS DOMÉSTICAS (Columba livia)

As pombas domésticas (Columba livia) são originárias do continente Europeu, e foram introduzidos na América do Sul por volta do século XVII. Desde então se fazem presentes em grande número no ambiente urbano, graças à sua grande facilidade de adaptação e reprodução. Apesar de simbolizarem a Paz, as pombas são consideradas pragas urbanas devido a sua característica obnóxia, justamente pelo fato de serem hospedeiros de diversos organismos que causam prejuízos à nossa saúde. Além disso, as pombas causam danos materiais decorrentes da deposição de suas fezes nos mais diversos tipos de construções, em materiais industrializados, em depósitos de maquinarias.

Suas fezes ácidas corroem metal, descolorem pedra, apodrecem madeira, danificam superfícies pintadas. Suas penas entopem calhas, ralos. Em grupo provocam muito barulho.

Vivem até 15 anos. Com 7 meses já se reproduzem. Produzem 5 ninhadas por ano. Cada ninhada gera 2 filhotes.

Os pombos adaptaram prontamente a este tipo de ambiente por três razões básicas para sua sobrevivência:

Oferta abundante de abrigo: a arquitetura urbana de edifícios, monumentos e obras de engenharia apresentam grande quantidade de frestas, beirais e saliências que simulam perfeitamente o habitat natural destas aves em desfiladeiros e penhascos.

Ausência de predadores: a ausência ou o pequeno número de aves de rapina (os principais predadores dos pombos) em área urbana impede o controle natural destas populações possibilitando, ainda, uma maior sobrevivência de animais fracos e doentes que se tornam reservatórios e disseminadores de doenças.

Grande quantidade de fontes de alimentação disponíveis: A grande disponibilidade de alimento, seja devido ao lixo e restos de alimento acumulados, seja pela alimentação fornecida pelo homem (através de grãos, farelos, entre outros) contribui para a alta reprodução e também para a manutenção de animais mais fracos e doentes que serial eliminados naturalmente, caso as fontes de alimentação fossem menores como no ambiente selvagem. Em quatro estudos já realizados em todo o mundo está comprovado que a disponibilidade de alimentação é fundamental para a dispersão da população.

Dentre as doenças transmissíveis, existe a Toxoplasmose, que pode causar cegueira, aborto até a morte, além da Histoplasmose, Erisipela, Salmonelose, Candidíase e Aspergilose. Estas doenças são transmitidas ao homem principalmente por vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas em caixas armazenadas, no chão, em beirais, em máquinas, ou em qualquer outro local defecado. Outra forma de contaminação é através dos piolhos dos pombos.

PRINCIPAIS DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS POMBOS:


CRIPTOCOCOSE
: inflamação no cérebro e meninges, ocasionada por fungos

HISTOPLASMOSE: infecção pulmonar causada por fungos

ALERGIA: desencadeada por penas que contém, piolhos, ácaros e pulgas

TOXOPLASMOSE: infecção celular que ataca múltiplos órgãos, ocasionada por protozoários, que também é transmitida pelos gatos

ORNITOSE: infecção pulmonar

SALMONELA: infecção intestinal, ocasionada por bactérias (alimentos contaminados)

PSITACOSE: causa dor de cabeça, febre alta, calafrios, ocasionadas por vírus

COCCIDIOSE, CANDIDÍASE, ENCEFALITE, PSEUDOTUBERCULOSE, TUBERCULOSE AVÍCOLA e mais 26 doenças registradas.

 

COMO CONTROLAR

IBAMA - Segundo a Lei 9605 de 12/02/98 (artigo 29 0- parágrafo 30 0 ), os pombos são considerados domésticos ou já domesticados, levando assim qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena reclusiva inafiançável de até 5 anos.

  • Inspeção é o primeiro passo, nesta deve-se avaliar o grau, tipo e local de infestação.
  • Como os pombos não podem ser mortos, o controle é de apenas repelência, isto é, deve-se afastar e não matar.
  • Essa repelência pode ser feita por métodos físicos ou químicos.
  • Os métodos químicos visam em aplicar um gel repelente, esse gel é tóxico para os pombos.
  • Os métodos físicos visam em colocar barreiras físicas, impedindo o pouso da ave.

COMO PREVENIR

  • Suspensão de toda fonte de alimento, voluntário ou involuntariamente fornecido aos pombos, o que inclui promover a educação sanitária dos freqüentadores do local e destinar adequadamente os resíduos de alimentos e, principalmente, coibir a ação dos provedores de alimentos para os pombos;
  • Dissuasão do pouso em superfícies que possam ser usadas como poleiros (parapeitos, beirais das fachadas, externas ou internas, em edifícios, vigas e caibros de telhados);
  • Vedação dos acessos a forros, desvãos, varandas, áreas de serviço, utilizados para edificação e como abrigo, diurno ou noturno, por meio de tapumes, telas ou redes;
  • Destruição sistemática dos ninhos ativos e inativos encontrados;

Limpeza e desinfecção das áreas freqüentadas pelos pombos, inclusive dos locais de pouso e nidificação. Destaca-se que o encarregado por essas ações deve usar máscara protetora e umedecer previamente os dejetos ressequidos antes de raspá-los.

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